Depois de se livrar de denúncia, Temer mira direito à aposentadoria

Depois de se livrar da denúncia da Procuradoria-Geral da República com a compra descarada de deputados, na semana passada, o presidente Michel Temer (PMDB) agora prepara o terreno para tentar impor a reforma da Previdência.

O Palácio do Planalto promete intensificar a caça aos votos dos parlamentares nos próximos dias. Para isso, o governo quer avaliar o apoio dos deputados ao relatório de Arthur Maia (PPS-BA), já aprovado na comissão especial e à espera da votação pelo plenário da Câmara.

Segundo o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, feita essa avaliação, e se ela indicar que a reforma pode ser votada com êxito, o governo vai conversar com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), a quem cabe definir a pauta de votação.

A reforma da Previdência de Temer representa o fim da aposentadoria para milhões de brasileiros e é rejeitada pela imensa maioria do povo brasileiro, além de entidades como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e Ministério Público do Trabalho.

É preciso que as centrais sindicais convoquem uma nova Greve Geral, a exemplo da realizada no dia 28 de abril, para que possamos fazer frente ao ataque à aposentadoria dos brasileiros. “A mobilização precisa ser retomada. Precisamos parar o país em defesa dos direitos da classe trabalhadora e para colocar para fora esse presidente e Congresso corruptos”, afirma o presidente da Admap, Lauro da Silva.

Confira os principais pontos da reforma previstos no relatório do Arthur Maia:

Idade mínima
65 anos para homens
62 anos para mulheres

Tempo mínimo de contribuição
25 anos de contribuição com benefício de apenas 70% da média

Benefício integral (limitado pelo teto)
40 anos de contribuição

Pensão por morte
Redução de até 40% no valor do benefício