Desemprego e informalidade voltam a subir após reforma trabalhista

O desemprego e a informalidade (emprego sem carteira) voltaram a crescer no país no primeiro trimestre de vigência da reforma trabalhista, segundo dados do IBGE divulgados no último dia 29.

De dezembro a fevereiro, a taxa de desemprego chegou a 12,6% da população economicamente ativa do país. Entre novembro e janeiro, a taxa era de 12%.

Com a alta, a população desempregada chegou a 13,1 milhões de trabalhadores, crescimento de 4,4% em relação aos 12,6 milhões verificados entre dezembro de 2017 no trimestre anterior.

Já o número de empregados com carteira de trabalho assinada caiu 1,8% em relação ao ano anterior (de dezembro/2016 a fevereiro/2017), para 33,1 milhões de pessoas. É o pior resultado desde o início da série histórica, em 2012, e reforça a tendência de aumento da informalização do trabalho após a reforma.

Em outro impacto negativo, a reforma também fez despencar pela metade o número de ações judiciais que cobram direitos trabalhistas. Foram 295 mil novas ações nos três primeiros meses pós reforma, ante 571 mil no trimestre anterior.

Processos cobrando o pagamento dos adicionais de insalubridade e periculosidade e de indenização por danos morais praticamente desapareceram da Justiça. A nova lei determina que o trabalhador deverá pagar as custas processuais no caso de perder a ação.

Continuar a luta
Na última Campanha Salarial, os metalúrgicos de São José dos Campos deram exemplo de resistência e conseguiram barrar a aplicação dos ataques da reforma nas fábricas da região. Com isso, os acordos e convenções coletivas fechados impedem, por exemplo, a aplicação de banco de horas, do trabalho de gestantes e lactantes em áreas insalubres e da terceirização de atividades-fim.

Mas os patrões vão continuar pressionando pela retirada de direitos, por isso é preciso prosseguir com a luta e exigir a revogação total da reforma trabalhista.

Com informações de www.sindmetalsjc.org.br