Reforma da Previdência tem rejeição enorme entre brasileiros

Uma pesquisa solicitada pelo governo Temer mostra que os brasileiros rejeitam fortemente a reforma da Previdência, proposta que o Palácio do Planalto quer colocar para ser votada na Câmara dos Deputados nesse mês.

O levantamento aponta que 44% da população é contra as mudanças na legislação previdenciária, que inclui a imposição de idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. Apenas 14% dos entrevistados dizem apoiar a reforma. Outros 39% ainda não têm opinião formada sobre o tema.

A pesquisa, feita pelo Ibope, mostra a grande desaprovação da reforma às vésperas da votação da medida na Câmara. Para aprová-la, o governo precisa de 308 votos dos deputados, em dois turnos (duas votações).

Ainda de acordo com o Ibope, 74% da população discorda da idade mínima de 62 anos para as mulheres. Já com relação à exigência de 65 anos para os trabalhadores poderem se aposentar, o percentual de rejeição chega 68%.

O instituto ouviu 2.002 pessoas entre os dias 25 e 29 de janeiro, em 140 municípios, e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Investida do governo
O presidente Michel Temer (MDB) tem ampliado a sua movimentação a fim de tentar aprovar a reforma da Previdência neste mês.

Ele tem ido à TV para defender o ataque às aposentadorias. No domingo passado, esteve no programa Silvio Santos, no SBT. Na oportunidade, Temer utilizou a audiência do dominical para fazer terrorismo contra a população brasileira, dizendo que, se a reforma não for aprovada, as atuais aposentadorias poderiam sofrer cortes.

O presidente também deve voltar a se utilizar do “toma lá, dá cá” para buscar apoio entre os parlamentares. Isso inclui nomeação de cargos e distribuição de verbas por meio das emendas parlamentares.

Greve Geral
A Admap e a CSP-Conlutas defendem a convocação de uma nova Greve Geral para derrotar definitivamente essa reforma. “É preciso parar o país de Norte a Sul para que garantir o direito à aposentadoria do povo. É hora de nos mobilizarmos”, disse a vice-presidente da Admap, Zélia Alcântara.