Temer diz que governo vai verificar até sexta se tem votos para reforma da Previdência

O presidente Michel Temer afirmou neste sábado (2) que “até quinta ou sexta-feira” o governo vai “verificar” se tem o apoio necessário para realizar a votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

A declaração do presidente foi dada em Limeira, no interior de São Paulo. A intenção do Palácio do Planalto é tentar levar a proposta ao plenário da Câmara entre os dias 12 e 14 de dezembro.

“Até quinta ou sexta-feira vamos verificar se temos os votos. Acho que nós poderemos sensibilizar [a Câmara]“, afirmou o presidente.

“Vamos fazer o possível e o impossível para poder aprovar. Teremos reunião com o presidente da Câmara e do Senado, que estão entusiasmados. Entusiasmados em nome do Brasil”, disse Temer.

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), a reforma da Previdência precisa passar por duas votações na Câmara e no Senado. Na Câmara, são necessários os votos de ao menos 308 dos 513 deputados.

Recentemente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconheceu que “falta muito voto” para garantir a aprovação da reforma. Ele destacou que só pretende pautar a proposta no plenário da Casa quando tiver a certeza de que o Planalto dispõe do apoio para aprovar a PEC, que seguiria ao Senado. Sem os votos, a apreciação do projeto pode ficar para 2018.

Suspensão da Greve Nacional
Na sexta-feira (2), CUT, Força Sindical e outras centrais sindicais cancelaram a realização da Greve Nacional, prevista para acontecer no dia 5 de dezembro. A CSP-Conlutas, central a qual a Admap também é filiada, é contra a decisão tomada e nem sequer foi consultada. “Este recuo é um grave erro e ajuda somente ao governo Temer”, diz trecho da nota divulgada pela CSP.

“Mesmo que o governo Temer demonstre certa dificuldade em obter votos em favor da reforma, não podemos abaixar nossas armas. O cancelamento da Greve Nacional foi um erro. Somente com os trabalhadores mobilizados, por meio de uma Greve Geral que pare o país, enterraremos de vez essa proposta que acaba com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros”, disse o presidente da Admap, Lauro da Silva.

Com informações do G1