Crise no governo Bolsonaro se aprofunda com demissão e denúncias de Sérgio Moro

A crise que envolve o governo de Jair Bolsonaro alcançou contornos dramáticos com o pedido de demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro, realizado na semana passada.

Moro saiu do governo atirando e fez uma série de denúncias sobre condutas criminosas de Bolsonaro no sentido de tentar interferir em investigações da Polícia Federal.

O interesse do presidente seria blindar os filhos, no momento em que a apuração da PF está chegando perto deles. Carlos e Eduardo Bolsonaro podem estar por trás de uma rede criminosa de propagação de fake news.

O inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal, que apura a convocação de manifestações golpistas, também pode respingar na família presidencial.

Na manhã desta terça-feira (28), Bolsonaro anunciou como novo ministro da Justiça o advogado André Luiz de Almeida Mendonça, que comandava, até então, a AGU (Advocacia Geral da União).

Mendonça ganhou destaque no noticiário em meados do ano passado, depois que Bolsonaro cogitou a indicação de seu nome ao STF (Supremo Tribunal Federal). O presidente disse que ele se encaixava na definição “terrivelmente evangélico”.

Aprovação em queda
A crise está causando um derretimento profundo na aprovação do presidente. Segundo pesquisa da consultoria Atlas Político, 54% dos brasileiros já são favoráveis a um processo de impeachment contra Jair Bolsonaro.

Moro, por sua vez, observa algum apoio, apesar de poder ter cometido crimes, como o de prevaricação, e de ter fechado os olhos para uma série de abusos do presidente quando ainda era ministro.

“Estamos vendo que esse presidente pensa que é dono do país e pode fazer o que bem entender, enquanto milhares de vida são ceifadas por conta da pandemia. Não podemos aceitar essa situação. É preciso protestar, nem que seja com as nossas panelas”, disse o presidente da Admap, Lauro da Silva.

Com informações de www.sindmetalsjc.org.br