Fim da gratuidade para idosos em SP mostra face cruel do PSDB

A postura do prefeito reeleito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), de tentar acabar com a gratuidade de pessoas de 60 a 64 anos no transporte público na capital mostra, sem maquiagem, a face cruel dos tucanos no trato com os idosos e as pessoas mais necessitadas.

Aliado do governador João Dória (PSDB), Covas aprovou uma lei que revogou o benefício do passe livre a idosos abaixo de 65 anos a partir de 1º de fevereiro deste ano.

A gratuidade para a categoria, prevista em lei municipal desde 2013, foi retirada em dezembro. Nos cálculos da SPTrans, 186 mil idosos seriam afetados com a medida, que, por enquanto, foi suspensa pela Justiça em caráter liminar.

Ao mesmo tempo em que ataca idosos, Covas sancionou, na véspera de Natal, um projeto de lei que concedeu aumento de 46% ao próprio salário do prefeito, que passou de R$ 24,1 mil para R$ 35,4 mil mensais. Ele também garantiu aumento de salário para o vice-prefeito, de R$ 21,7 mil para R$ 31,9 mil, e os secretários municipais, de R$ 19,3 mil e R$ 30,1 mil.

João Dória também acabou com a gratuidade entre os idosos de 60 a 64 anos no transporte público estadual, afetando usuários dos trens do Metrô, CPTM e ônibus intermunicipais da EMTU. Essa decisão também foi suspensa pelo Judiciário.

Covardia absoluta
A decisão de Covas e Dória prova a covardia do PSDB com os mais necessitados e pior: em plena pandemia, que volta a ter significativo aumento no número de infecções e mortes em nosso país.

Para quem acha que Dória é alternativa ao bolsonarismo truculento e antissocial, pode cair na real. Em resumo, em matéria de olhar para as necessidades dos idosos e mais humildes, o governador João Dória e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) são farinha do mesmo saco.