Governo Bolsonaro quer destruir direitos e aposentadoria e retorno da CPMF

Enquanto a população busca sobreviver à pandemia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, segue com o seu plano, ao lado do presidente Bolsonaro, de retirar mais direitos dos trabalhadores, acabar com a aposentadoria e implementar uma nova versão da antiga CPMF, o famigerado imposto sobre transações bancárias.

A dupla quer acabar com o salário mensal do trabalhador. A ideia agora é ampliar a possibilidade dos patrões de contratarem por hora trabalhada. De acordo com reportagem do UOL, o presidente deve enviar ao Congresso Nacional uma proposta com esse regime de contratação, sem o pagamento de férias remuneradas, 13º salário e FGTS.

A cruzada do ex-banqueiro Guedes inclui também destruir a aposentadoria, ressuscitando a proposta de capitalização da Previdência Social. Esse sistema, em que os trabalhadores devem poupar dinheiro para a própria aposentadoria, já falhou em 60% dos países que o adotaram, de acordo com estudo publicado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), no ano passado.

No Chile, a capitalização levou ao colapso do sistema e colocou o país na triste condição de campeão de suícidios de idosos, por conta da fome e miséria. Na prática, é a privatização da Previdência, para a alegria dos banqueiros e prejuízo dos trabalhadores.

O pacote de maldades do governo Bolsonaro inclui a recriação de um imposto sobre transações digitais, como compras em cartão de crédito e débito. Nada mais é do que a CPMF, agora com nova roupagem, voltando a esvaziar os nossos bolsos.