Por Previdência, Bolsonaro vai entregar cargos a indicados de partidos

Em dificuldade para fazer avançar a reforma da Previdência já na primeira etapa de sua tramitação – a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados –, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) recua do discurso da campanha eleitoral e vai partir para o “toma lá, dá cá” para buscar apoio à Proposta de Emenda Constitucional que dificulta o acesso dos brasileiros à aposentadoria.

As informações foram publicadas na coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira (18).

“O governo Jair Bolsonaro finalmente cedeu. O ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) fez uma lista de cargos de segundo escalão com grande projeção regional e, na próxima semana, começa a discutir a distribuição dos postos entre os partidos de centro e centro-direita que ele quer aproximar do Planalto. As nomeações se darão dentro dos critérios já estabelecidos. Na lista que foi ditada a deputados entram estatais e autarquias do porte da Codevasf, Sudam e Sudene e Banco do Nordeste”, diz o jornal.

“A elaboração da lista de postos foi comunicada aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e também a presidentes e líderes de partidos. A expectativa é a de que as primeiras indicações chanceladas pelas cúpulas das siglas sejam formalizadas na próxima semana.”

Para o presidente da Admap (Associação Democrática dos Aposentados e Pensionistas), Lauro da Silva, só a mobilização do conjunto da classe trabalhadora é que vai barrar esse ataque. “A experiência que temos do passado demonstra que não podemos confiar nesse Congresso e no balcão de negócios que é feito às sombras entre Planalto e Congresso para mexer nos direitos do povo. Defendemos a realização de uma Greve Geral no país para enterrar essa reforma da Previdência”, defendeu.

Fonte: www.vozdoaposentado.org.br