Sexta-feira é dia de luto e luta contra governo Bolsonaro

O Brasil caminha para contabilizar a terrível marca de 100 mil mortos em decorrência da covid-19. Em comparação com os países vizinhos do continente, temos o dobro de óbitos, proporcionalmente. E isto se deve à condução dessa grave crise pela política genocida do governo Jair Bolsonaro.

Nesta sexta-feira (7), vai acontecer o Dia Nacional de Luto e Luta pelo Fora Bolsonaro, convocado pelo movimento sindical e que tem conta com a adesão da Admap.

Em São José dos Campos, vai haver assembleias dos trabalhadores nas portas das fábricas para denunciar os ataques do Planalto. Às 10 horas, será realizada uma manifestação em frente à Prefeitura, por conta da política de Felicio Ramuth (PSDB), alinhada a Brasília, de forçar a reabertura de bares, academias e serviços não-essenciais. Com isso, o número de mortes na cidade dobrou em um mês: até quarta (5), eram 226 óbitos confirmados em razão do coronavírus.

Também ocorrerão atos em diversas capitais do país, respeitando o distanciamento social e medidas de prevenção ao contágio pelo coronavírus. Os aposentados e pensionistas, por exemplo, são orientados a não participar dos atos presencialmente, por serem do grupo de risco. Para marcar posição, os idosos podem utilizar as redes sociais, fazer panelaços e estender panos pretos nas janelas.

Segundo dia de protestos
Organizado pelas 11 centrais sindicais, este será o segundo dia de protestos unificados pela campanha Fora Bolsonaro. Embora componha o grupo de organizadores, a CSP-Conlutas reivindicará suas próprias bandeiras defendidas desde o início da pandemia.

Entre elas estão a quarentena geral de 30 dias com renda digna para todos os trabalhadores e pequenos proprietários. Só assim a maioria da população poderá, de fato, ficar em casa neste período. A defesa dos postos de trabalho e dos direitos trabalhistas também estão na pauta, com exigência de estabilidade no emprego e da revogação de todos os ataques do governo.

Bolsonaro também ameaça constantemente as liberdades democráticas. Adepto das práticas da ditadura, o presidente tem aparelhado cada vez mais a máquina pública e direcionado seus esforços para perseguir opositores. Recentemente, foi descoberto até mesmo um dossiê que reunia dados e informações pessoais de 579 servidores públicos. Em comum, todos eram opositores da atual gestão.

“Mesmo sendo impossibilitados de participar presencialmente das manifestações, estamos juntos na necessária luta para colocar para fora Jair Bolsonaro e o seu vice Hamilton Mourão. Em defesa das nossas vidas, precisamos soltar esse grito”, afirma o presidente da Admap, Lauro da Silva.