Temer e presidente da Câmara vivem impasse sobre votação da reforma da Previdência

O governo Michel Temer (MDB) e sua base aliada estão vivendo um impasse sobre a decisão de colocar ou não em votação o texto da reforma da Previdência no próximo dia 20.

De um lado, Temer tem intensificado sua campanha pela aprovação das mudanças nas regras previdenciárias, incluido aparições em programas populares, como Silvio Santos e Ratinho.

Já em relação ao Congresso, a situação não é de entusiasmo, já que a matéria não contabiliza os 308 votos necessários para ser aprovada na Câmara dos Deputados.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pretende engavetar o projeto por conta da falta de apoio na Casa. Além disso, Maia estaria inclinado a “transferir o ônus da derrota para o Palácio do Planalto”. Segundo a publicação, o presidente da Câmara avalia que o governo gastou boa parte de seu capital político no ano passado para enterrar as duas denúncias contra Michel Temer.

“Enquanto Temer e as lideranças do Congresso batem cabeça, os trabalhadores não podem ficar abaixar a guarda, até porque não devemos ter confiança nenhuma nesses parlamentares corruptos, que, em outras oportundades, já venderam seus votos em troca de cargos e liberação de verbas”, afirmou o presidente da Admap, Lauro da Silva.

19 é dia de luta
Em reunião realizada na semana passada, as centrais sindicais brasileiras definiram 19 de fevereiro como Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência.

A CSP-Conlutas defende que, mais do que um Dia Nacional de Luta, é preciso construir uma nova Greve Geral no país, única forma de derrotar de vez os ataques do governo. Mas, de qualquer forma, jogará peso nas mobilizações do dia 19.